quinta-feira, 7 de julho de 2016

Pensar Geografia

Por Márcio Martinho B. de Almeida.
 
             A geografia carrega a responsabilidade de compreender o espaço em que vivemos e evoluímos dentro do contexto espaço e tempo. Este espaço está entrelaçado entre a compreensão da percepção do ser e o concreto real onde o movimento do mundo circunda. Aparecem elementos geográficos entrelaçados, auxiliando com técnicas de como construir representações no plano em uma infinidade de escalas, tendo a necessidade de qualificação e quantificação dos agentes atuantes na paisagem, sendo um valor dos mais importantes é a ação antrópica. A construção de teorias e leis baseadas na junção do pensamento geográfico se dá de forma lenta e paralela a outras áreas do conhecimento, buscando sempre modos de satisfazer a sede humana de saber. Na antiguidade, a procura da definição de um mundo desconhecido, levou o homem a viagens exploratórias, observando o universo com curiosidade insaciável, formulando conceitos ora possíveis, ora nem tanto. Mais tarde, em uma das concepções, tendeu-se a definir que a interação do ser com a natureza deve ser analisada em uma grandeza escalar, sendo o homem como parte da natureza ou o homem como agente modificador, ofertando embasamento para a geografia moderna. Houve épocas que se trabalhou o espaço geográfico de forma matemática, tendo na frieza dos números a incumbência de explicar as ocorrências no contexto tão dinâmico que é a vida. Como a vida não pode se representar apenas por números, se olhou então para o humano, aprofundando cada vez mais a geografia nas ciências humanas, lançando o homem na responsabilidade das causas do seu mundo e sua sociedade. O animal homem passa a ser designado, de forma geral para comandar as ações de seu meio e causas naturais são interpretadas de acordo com o eixo central humano. Tudo que ocorre no universo circunda a vida humana.

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