terça-feira, 18 de julho de 2017

Sobre a saudade de um falecido

de Márcio Martinho de Almeida.

O "não estar mais" faz parte do conceito do ser humano desde o início da existência (Ullmann,1999). Isso me fez refletir à bem da verdade, que este medo ilógico da morte não faz sentido racional. Não éramos nada antes de nascer e não seremos nada depois de findarmos a ser para Deus, o que não resolve nosso medo do desconhecido. O tempo que perdemos não é mais nosso... Já não faz parte do que somos hoje, a não ser a experiência... Entretanto não existirá mais. Bom, o negócio é caminhar até o fim da vida. Por mais curta que seja ela nos é completa... Nem reclamamos disso, ok? Um falecido... Saudades... Não sai do círculo... Apenas se modifica e nos modifica.



ULLMANN, Reinholdo Aloysio."A escatologia em Platão e Plotino". In: Revista Brasileira de Filosofia. São Paulo: Instituto Brasileiro de Filosofia, v. XLIV, fasc. 194, 1999. p. 211-231

A Idade Média foi tão ruim assim?

Por Márcio Martinho de Almeida.

Como ratos da peste negra, seguimos encantados e desorientados o flautista de Hamelin. É o ópio dos idiotas. Não dá pra negar que o sentido da humanidade na atualidade está se afastando dos valores cristãos do que era proposto nos primórdios. Após tanta perseguição, a tendência do cristianismo é ser varrido, apagado da civilização. Dos séculos XVI a XIX, os conceitos históricos, quando citam a Idade Média como "era das trevas" trás uma conotação preconceituosa. Afinal a Santa Igreja é acusada de atrasar o desenvolvimento humano em 1000 anos escondendo o conhecimento greco-romano dos grandes pensadores do mundo clássico. Ignora-se aí a produção de conhecimento da patrística e escolástica. Mas quem protegeu o ocidente das atrocidades bárbaras quando o império romano sucumbiu? Quem organizou o povo para que não se desgarrasse que sua natureza boa, se é que um dia existiu tal natureza? A igreja cometeu erros como todos os segmentos sociais cometeram, entretanto é motivo para que seja culpada por todos os males do mundo?