Por Márcio Martinho B. de Almeida.
A geografia carrega a
responsabilidade de compreender o espaço em que vivemos e evoluímos dentro do
contexto espaço e tempo. Este espaço está entrelaçado entre a compreensão da
percepção do ser e o concreto real onde o movimento do mundo circunda. Aparecem
elementos geográficos entrelaçados, auxiliando com técnicas de como construir
representações no plano em uma infinidade de escalas, tendo a necessidade de
qualificação e quantificação dos agentes atuantes na paisagem, sendo um valor
dos mais importantes é a ação antrópica. A construção de teorias e leis
baseadas na junção do pensamento geográfico se dá de forma lenta e paralela a
outras áreas do conhecimento, buscando sempre modos de satisfazer a sede humana
de saber. Na antiguidade, a procura da definição de um mundo desconhecido,
levou o homem a viagens exploratórias, observando o universo com curiosidade
insaciável, formulando conceitos ora possíveis, ora nem tanto. Mais tarde, em uma
das concepções, tendeu-se a definir que a interação do ser com a natureza deve
ser analisada em uma grandeza escalar, sendo o homem como parte da natureza ou
o homem como agente modificador, ofertando embasamento para a geografia
moderna. Houve épocas que se trabalhou o espaço geográfico de forma matemática,
tendo na frieza dos números a incumbência de explicar as ocorrências no
contexto tão dinâmico que é a vida. Como a vida não pode se representar apenas
por números, se olhou então para o humano, aprofundando cada vez mais a
geografia nas ciências humanas, lançando o homem na responsabilidade das causas
do seu mundo e sua sociedade. O animal homem passa a ser designado, de forma
geral para comandar as ações de seu meio e causas naturais são interpretadas de
acordo com o eixo central humano. Tudo que ocorre no universo circunda a vida
humana.